TEL AVIV



Tel Aviv. 
Tanto para dizer que nem sei por onde começar. Um dos destinos mais surpreendentes e vibrantes onde já estive! É sempre difícil colocar palavras naquilo que sentimos e que os nossos olhos comem mas Tel Aviv foi uma surpresa daquelas que enchem o peito de ar e que demora a sair.
Israel foi uma escolha rápida e sem grande pesquisa. Sabia aquilo que todos sabemos, que ouvimos ali e acolá, aquilo que vemos nas notícias e que lemos nos jornais. Como adoro viajar assim, sem expectativa, deixando que seja o destino a guiar-me.
E Tel Aviv é assim meio Rio de Janeiro, meio Ibiza, meio Nova Iorque, uma cidade cosmopolita, cheia de movida, de cores e sabores e muitos contrastes. Gente bonita, sarada, fitada e simpática. Uma cidade para nos demorarmos porque é para ser vivida, palmilhada, para se girar de bicicleta, para se sentir o calor e mergulhar naquele mar quando já não aguentamos mais a torreira do sol.
Foi isso que fizemos, sem pressas... andámos até os pés não aguentarem mais, depois alugámos umas bicicletas (forma mais barata e saudável de conhecer a cidade) durante três dias para girarmos o mais possível, todos as tardes sentimos a água quente do mar e ficámos horas deitados na areia molhada, vimos o pôr-do-sol incrível, perdemo-nos pelas ruelas de Old Jaffa e visitámos mercados atrás de mercados. 
Vive-se bem em Tel Aviv, não é uma cidade barata mas férias são férias e há que reter cada momento. Come-se bem, bebe-se bem e absorve-se ainda melhor.









(a cidade tem dezenas de pontos para deixar ou apanhar as bicicletas!)
























Agora, dicas para quem deseja conhecer. A entrada e saída do país não foi tão difícil como me tinham falado mas há bastante controlo, por isso, preparem-se para ter que responder a algumas (muitas) perguntas.
Israel é um país de muito calor, por isso, o melhor é dividir o dia de forma a que este acabe sempre na praia porque vai saber bem. A gastronomia é muito variada, nunca repetimos locais para almoçar ou jantar e há tantos restaurantes giros que o melhor é girar e escolher um local diferente todos os dias. Aqui ficam aqueles por onde passámos: desde almoços na praia, a parar no mercado de Carmel (fantástico), ou almoçar em Old Jaffa (Puaa). Jantar na Rothschild, uma das principais e movimentadas avenidas, é obrigatório. Vong (vietnamita), Café 12 (jantar ou beber um copo) tem um ambiente do caraças, Benedict para pequenos-almoços. Neve Tzedek é o bairro mais cool de Tel Aviv repleto de lojas giras e restaurantes. Aqui recomendo o Dallal. No final do bairro, encontra-se a Hatachana, uma antiga estação desativada ao estilo de Lx Factory. Experimentem o Vicky Cristina, restaurante de tapas e vinhos. O local em si é um pouco turístico mas vale a visita. Vimos o pôr do sol na praia de Old Jaffa acompanhado de um branco gelado no Goldman. Mais a norte na cidade encontram Sarona, um estilo de Mercado da Ribeira. O porto de Tel Aviv está cheio de restaurantes também, óptimos para quem quer comer marisco. Mais afastado mas nem por isso pior, Chiccetti (italiano) e Taqueria (mexicano).
Como escrevi no início, Israel não é um país barato, os táxis funcionam todos com um valor pré-definido, daí a sugestão das bicicletas. Lojas fantásticas e a moda israelita surpreendeu-me pela positiva. Jovens estilistas e imensas concept stores com peças de perder a cabeça. O Flea Market em Old Jaffa e o Mercado de Carmel são dois locais excelentes para regatear e encontrar coisas giras (trouxe uma malinha típica que em breve mostro aqui). Mas há imensas feiras pela cidade, basta ver os dias e os locais.











(se Tel Aviv fosse um animal, seria um gato. Milhares na rua!)





(e se fosse uma fruta seria definitivamente uma romã. Por todo o lado!)






A voltar definitivamente! Senti-me bem, segura e completamente embrenhada nos contrastes religiosos, culturais, gastronómicos e arquitectónicos.
Em breve partilho mais sobre Tel Aviv e sobre Jerusalém!

Fotografia | Tatiana Figueiredo e Miguel Pinheiro


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