UP NORTH


No fim-de-semana rumei ao Norte.
Já tinha estado no Douro, aqui e aqui, mas faltava-me sentir o Douro mais remoto, mais afastado dos roteiros turísticos. Foz Côa foi a escolhida e lá fui, pegando na máquina fotográfica e sentindo que esta foi provavelmente a última escapadela antes da Laura nascer. Estou mesmo na recta final e começo agora a sentir as coisas "más" (ou menos boas para os mais susceptíveis) deste estado de graça (cansaço, inchaço e dores nas costas!).

Foi revigorante apesar dos muitos quilómetros que afastam o Douro vinhateiro de Lisboa. A paisagem é mais limpa, o silêncio maior e mais apaziguador. O Museu do Côa vale a visita pelo bonito projecto que é e mesmo não conseguindo andar à minha velocidade normal, descobri tanta beleza nova.

Consegui ainda visitar a vila histórica de Marialva, perdida no vento e no tempo. E no regresso fiz o desvio merecido para conhecer o Piódão, esse encanto perdido na serra, onde comi uma sandes de queijo da serra e presunto maravilhosa. 
Viver não é só disparar o botão da máquina, é absorver tudo aquilo que nos rodeia e nestes dois dias e meio, absorvemos (a Laura e eu) novas paisagens, cores, cheiros e sabores.
Ficaram a faltar os copos de tinto. Parece inacreditável estar num sítio destes e não perder um bom par de horas a saborear os vinhos ao mesmo tempo que os olhos comem a paisagem. Ainda assim, os meus lábios aguardam ansiosamente por esse momento já que o que tem de ser, tem muita força.
Cheguei a casa de sorriso nos lábios e com mais uma semana de gravidez bem celebrada. 

Agora a meio caminho das 34 começo a contagem decrescente.
E o Douro, esse, é certamente para voltar...




















Marialva.


Piódão.


Fotografia | Tatiana Figueiredo e Miguel Pinheiro


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