ALICE... NO MUNDO DA MODA!

Uma das sensações que mais gosto é a de ver alguém que conheço crescer, fazer-se ao mundo. Conheci a Alice Contreiras ainda no ínicio da carreira como manequim. Tímida, reservada e um pouco insegura. Muito telegénica, como se diz no meio da televisão. A lente gosta da Alice!
Anos mais tarde encontro-a numa das edições da ModaLisboa! Já com caminho feito a nível nacional e internacional... uma mulher no mundo da moda, tal como a Alice no País das Maravilhas!



TCUP- Aos 16 anos saíste de Loulé no Algarve dares os teus primeiros passos. Foi uma decisão fácil?
Alice Contreiras- Aos 16 anos, quando ganhei o concurso Cabelo Panténe não fazia qualquer ideia do que era ser modelo e logo aí senti-me um pouco deslocada. Ao contrário do que eu imaginava, as manequins não necessitavam de realizar qualquer tipo de curso e assim segui para minha primeira sessão fotográfica; sem qualquer conhecimento ou formação... Mas felizmente correu tudo bem e rapidamente me apaixonei pelo meu trabalho. Acho que foi mais difícil para os meus pais deixarem-me começar a ter a minha própria carreira tão nova.

TCUP- O que mais recordas da tua infância em Loulé?
AC- Lembro-me de tanta coisa... E é impossivel nao ter saudades pois foi uma infância muito feliz. Por viver numa pequena aldeia a 10km de Loulé, tive sempre uma infância muito livre; recordo-me de ser um pouco maria-rapaz e passar o dia inteiro em cima das árvores, a brincar e a correr de um lado para o outro. Na altura não existiam as tecnologias que as crianças de hoje têm acesso! Brincávamos na rua todo o dia fizesse sol ou chuva e éramos felizes sem saber...




TCUP- Reconhecida internacionalmente, as tuas raízes equilibram-te e caracterizam-te como profissional?
AC- Sempre tive os pés muito assentes na terra nem nunca me deixei deslumbrar. Sei que tudo isto é efémero e num dia podemos estar lá em cima e no outro em baixo muito rapidamente. A minha família sempre me ensinou a respeitar as pessoas e a dar sempre o melhor que posso. Numa equipa de trabalho nao me acho melhor que ninguém, estamos lá todos para o mesmo, e todos temos exatamente o mesmo valor.  E é assim que tento viver, tanto na vida pessoal como na profissional. 



TCUP- Quando é que foi o teu ponto de viragem? Consegues identificar?
AC- Foi quando aos 19 anos viajei pela primeira vez para Paris. Foi o começo dos trabalhos internacionais, e foi quando comecei a ser mais reconhecida em Portugal também. Porque infelizmente, ás vezes temos de ir para fora para nos darem valor cá dentro.

TCUP- Qual foi o trabalho que mais te marcou?
AC- Foi o meu primeiro trabalho, a campanha da Panténe. Porque foi o primeiro, logo, o mais excitante.

TCUP- Nova Iorque é a tua segunda casa?
AC- Voltei recentemente para a Europa, mas sim, foi a minha segunda casa durante dois anos.

TCUP- Como era o teu dia-a-dia por lá?
AC- Era agitado, Nova Iorque é dos mercados mais diversos, não é tão seletivo como Paris ou Londres, por exemplo. Vê-se todo o tipo de modelos, então eram grandes as esperas nos castings, os meus dias eram passados ou a trabalhar, ou nos castings. Com o tempo que sobrava, aproveitava a cidade. 



TCUP- Qual o maior desafio enquanto manequim?
AC- O maior desafio é sem dúvida mantermo-nos fiéis a nós próprios. É muito fácil deixarmo-nos deslumbrar. Acima de tudo temos de saber o nosso valor e não nos deixarmos deitar abaixo com os inúmeros "nãos" que ouvimos.

TCUP- Viajar faz parte… sentes-te uma privilegiada por girar o mundo?
AC- Sinto-me! Viajar é das coisas que me dão mais prazer, é o que mais gosto no meu trabalho. Não tinha conhecido metade dos sítios que conheço se não fosse através da moda. Sinto-me grata por isso.

TCUP- Do que tens mais saudades quando estás fora? E quando estás cá… aquilo que mais falta te faz?
AC- Da família e dos amigos claro. Da comida da minha mãe, do cheiro do Algarve no Verão, da paz da minha casa. E, mesmo sendo contraditório, quando estou em casa sinto falta do ritmo agitado de Nova Iorque.

TCUP- Quem é a Alice Contreiras? O que mais te caracteriza?
AC- É dificil essa pergunta, porque muitas vezes dou por mim a ter crises de identidade. Mas acho que tenho um bom fundo. Um bocadinho ingénua ainda ás vezes. Tenho dificuldade em acreditar que haja realmente pessoas más e que façam o mal de forma gratuita. Mas acredito que as mentes começam a mudar e que daqui a uns tempos viveremos todos num mundo melhor!





Livro

"Um Novo Mundo" de Eckart Tolle.

Filme
Babel. 

Música
De momento todas do álbum do James Bay, "Chaos and the Calm".

Prato
Nada original, pizza!

Viagem
Rio de Janeiro.

Uma palavra
Luz!

Um momento
Aqueles momentos de felicidade inesperada que acontecem sem motivo.


You go, girl!




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