MARIANA ALVIM, A VOZ DA MANHÃ...

     Os nossos caminhos cruzaram-se durante alguns tempos na TVI. Depois a Mariana Alvim voou para a concretização de um sonho, acompanhei, como todos, a história e a ligação com a RFM, para logo depois ser a Mariana quem me acompanha de manhã, no carro, seja para onde for.
     Da Mariana guardo o sorriso rasgado, enorme, e a simpatia genuína. Há qualquer coisa nesta menina-mulher que encanta, uma força em acreditar que se lutarmos, conseguimos. É desta forma que vejo a Mariana, como uma mulher de sucesso, que agora acorda muito cedo, tem dois filhos para amar, milhares de portugueses para entreter enquanto se dirigem para as suas vidas, mas que se mostra tão feliz e abençoada (acredito eu). 
     Gosto de mulheres coragem e que desafiam a vida e tu, Mariana, és uma mulher do caraças!






TCUP- Mudaste a tua vida e saíste da tua zona de conforto. Aventureira é o teu nome do meio? 
    Mariana Alvim- Hahaha, por acaso é Aguiar... Sempre a andar! Não, nada disso. Foi uma decisão muuuuito ponderada e a questão era “isto é coragem ou irresponsabilidade?”.

     TCUP-  Porquê trocar o Marketing pela Rádio? 
    MA- Apaixonei-me pela escrita no liceu e pela rádio na faculdade. Marketing (MKT) foi o primeiro emprego numa de “construir currículo durante um ano e depois partir à aventura”. De repente passaram 7 e eu continuava na mesma área e a sonhar com a rádio. Paralelamente aos 7 anos de Marketing fui participando em workshops de escrita e cursos e estágios de rádio, criando um currículo paralelo. Quando saí do Marketing foi para escrever (fui guionista de televisão – e ainda sou guionista) e a rádio surgiu como oportunidade através de um casting. Ligaram-me logo vários amigos a avisar e claro que concorri. Até tirei férias para me preparar, tal era o entusiasmo e a determinação.
   
    TCUP- Quando pisaste a casa RFM para o casting alguma vez sonhaste ou imaginaste o quanto a tua vida iria mudar? 
    MA- Sabia que tinha saído da “linha recta” que andava a construir, mas isso já o tinha feito com a escrita, ao largar uma carreira sólida e começar de novo. Com a rádio foi um novo recomeço. Não sabia no que iria dar, mas sabia que era um novo caminho, o qual estava pronta a percorrer (que bonito… mas é verdade)!




     TCUP- És hoje mais feliz?  
   MA- Claro que sim. Há partes que deixam saudade mas seria estranho que isso não acontecesse. Hoje faço o que há anos dizia ser o meu ideal profissional: rádio e escrita.

    TCUP- O que é a Rádio para ti? O que te transmite? Sentes que és uma companheira de muitos portugueses? 
    MA- Apesar de saber que somos ouvidos por muitas pessoas, é sempre estranho quando temos provas disso. É impressionante o feedback e as reacções das pessoas que, de facto, nos têm como companhia. É uma honra que nos escolham como tal e é um prazer ajudá-las a acordar e acompanhá-las pelo dia fora. A rádio é isso: é poder comunicar, que é aquilo que gosto e que faz de mim a Mariana (a minha mãe sempre disse “nasceste a falar e nunca mais te calaste”) (risos!!). E há ali uma magia, a partir do momento em que ligamos o microfone, que nos faz esquecer de tudo o resto e simplesmente nos dá vontade de chegar ao ouvinte, de fazê-lo sentir algo, transmitirmos algo. Não só mensagens, como emoções.




    TCUP- Durante muitos anos a rádio, tinha o mistério de esconder o rosto por detrás da voz. És muito abordada na rua? 
     MA- É raro, felizmente. Confesso que gosto do anonimato. Apesar de hoje em dia, com a internet e o Facebook, haver mais divulgação da imagem. O que acontece com mais frequência do que esperava - e isso tem graça porque sou apanhada de surpresa - é ser reconhecida pela voz. Num restaurante, num evento, num supermercado, quando faço um telefonema a marcar uma consulta, por exemplo, enfim, não só tem graça como é gratificante perceber que a RFM está em toooodo o lado!

     TCUP- Como é trabalhar com a Joana, o Nilton, o André e o Rui? 
     MA- É óptimo. É o que ajuda a sair da cama. Digo um palavrão quando toca o despertador mas depois estamos todos juntos e há uma solidariedade e uma relação que faz esquecer o sono e torna as manhãs genuinamente divertidas.

     TCUP- Todos os dias são diferentes no Café da Manhã da RFM? 
    MA- Sim. Acabamos por ter sempre manhãs com surpresas diferentes, momentos que se tornam em histórias para depois contar, às vezes é um que está mais falador que o outro (estou a pensar no “fora do ar”), etc. Mas dá também para resumir num cenário geral e comum: as manhãs com esta equipa são divertidas e passam a correr, o que é sempre bom sinal.




    TCUP- Por vezes quando vos oiço sinto uma boa e saudável loucura. É esse o espírito? 
    MA- Não o podes ter posto de melhor forma! Loucura saudável, gosto disso!

  TCUP- Além da Rádio, também gostas de escrever e lançaste já a colecção Os Fininhos.  Porquê esta aventura na escrita? 
    MA-Acabei por ir falando nisso para descrever o meu percurso, já que a escrita faz parte dele. Apesar de ter ido para a rádio radiante (já tinham surgido outras oportunidades que acabei por não agarrar, esta era uma espécie de “last call”), fui logo com saudades da escrita que estava a largar, o emprego que ia deixar. Continuei a escrever para mim, para publicidade, eventos e projectos variados até que surgiu um convite de (voltar a) escrever para jovens (já tinha participado em algumas séries dos Morangos com Açúcar). Fiquei em pânico e… aceitei de imediato! Peguei na minha adolescência e nas dos tempos que correm e surgiu a família com o apelido “Fininho”: três irmãos, 18, 16 e 4 anos, o primo que veio do Porto para destabilizar e aquilo que todas as pessoas têm em comum, mesmo que em formatos diferentes: as inseguranças, os receios, as aprendizagens a que chamamos crescimento. Com beijinhos e disparates à mistura, claro. Correu muito bem, felizmente, e em breve sai o 3º volume.




   TCUP- És um caso de sucesso, um exemplo de que vale sempre a pena mudar quando sentimos que isso é importante. Incentivas isso?
    MA- Um caso de sucesso” não sei se não será demais! E tem os seus quês. Há prós e contras nas mudanças. Mas incentivo que devemos de facto seguir os nossos sonhos mas com conta, peso e medida, ou seja, não é atirar-me e logo se vê como corre. É ponderar, pesar vários pratos na balança, fazer contas e, sobretudo, investir na mudança, que pode não acontecer de um dia para o outro. Nem cai do céu. Uma vez conheci vários jovens que queriam ser actores. Mas nenhum tinha sequer pensado em inscrever-se em teatro. Então? A sorte não paga a renda, o trabalho é que o faz. Mas convém que sejas feliz nesse mesmo trabalho, são muuuuuitas horas da tua vida :)

     TCUP- Afinal, quem é a Mariana Alvim?
    MA- Ui. Ando há anos a tentar decifrar essa questão... Uma miúda com idade de mulher, insegura e teimosa porque quer sempre mais e melhor, apaixonada pelos seus filhos, pelo seu trabalho, pelas experiências diferentes na vida porque isso é que é viver!






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