CHERRY... DE VENTO EM POPA!

É portuguesa, jovem empreendedora, bonita e tem muitos sonhos guardados no coração e asas para voar longe.
Cherry é a mais recente revelação no mundo da música. Ana Caldeira é quem lhe dá corpo e voz. O álbum de estreia "London Express" está a chegar às lojas e Five Knives é o primeiro single.
Depois de ler a entrevista que se segue vai ficar com a mesma sensação que eu: Cherry vai dar que falar, é uma mulher madura, com objetivos bem delineados e cheia de garra!
Um caso de sucesso de alguém que não teve medo de lutar pelos seus sonhos...


You go for it, girl! 


TCUP- Quem é a Ana Caldeira? E a Cherry?
Cherry- A Ana Caldeira é uma mulher que não vive bem com a rotina, que sonha alto, que fala e pensa muito. Que tem a criatividade, a imaginação e a curiosidade como combustíveis para a vida. Que ama a família e os amigos. Que é fascinada por comunicação e suas matérias. Adora viajar, adora cinema; dança, fotografia, livros; escrita; animais. Adora ver pessoas a dançar e a rir. E adora cantar. A Cherry é o reflexo de todas estas características, aplicadas ao trabalho, a arte de cantar e de comunicar mensagens e sentimentos a quem a ouve.




TCUP- Como vai uma portuguesa parar a Londres?
Cherry- Como muitos outros jovens, feliz e infelizmente, esta portuguesa decidiu ir para Londres em busca de mais oportunidades de trabalho. Mas acima de tudo, já tinha determinado há muitos anos que queria viver em cidades diferentes, experimentar novas culturas, crescer, acumular experiências de vida, essencialmente. Londres foi a primeira cidade escolhida porque já era uma paixão antiga. Toda a vida nesta cidade me fascina, e fervilha, principalmente nas artes de palco. Por isso, quis estar no meio dela, conhecer outros músicos, estudar teatro, respirar dessa atmosfera onde há tanta gente a tentar o mesmo – e essa é a magia: partilhar e assistir ao talento dos outros.

TCUP- Como tem sido essa experiência de viver na capital da Grã-Bretanha?
Cherry- Tem sido muito enriquecedora, quer a nível profissional, quer pessoal. Tenho a alegria de sentir o respeito, admiração e carinho de pares e de quem assiste as atuações. Tenho o prazer de ver tantas pessoas talentosas crescerem em palco. Conhecer profissionais no meio. Assistir a peças e concertos fascinantes – nada que nao fizesse em Portugal, ressalvo. Mas a uma escala diferente. No entanto, tambem por isso valorizo ainda mais o meu país e tudo o que tem de único e de melhor. Pessoalmente, cresço todos os dias e vejo o mundo com outras lentes. Tanta diferença, beleza, peculiaridade existe neste mundo e esta cidade é apenas uma amostra.

TCUP- Foste descoberta num palco. Conta-me essa história?
Cherry- Estava no Casino do Estoril a cantar com os Cherry Jam (trio acústico que tinha com o Ruben Portinha e o Nuno Barreto) e o Rui Ribeiro, músico, compositor e produtor, estava presente nessa noite. Mais tarde, contactou-me, apresentou-se e apresentou um projeto que tinha idealizado e que carecia de uma voz. Aparentemente, a minha era o que tinha imaginado, e assim surgiu o convite para dar voz ao álbum que é hoje o ‘’London Express’’.




TCUP- Quando sentiste que a tua vida passaria pela música?
Cherry- Desde muito pequenina que cantava e participava em peças de teatro, na escola e nos escuteiros. Cedo percebi que adorava brincar com a voz, que adorava música, devido ao meu irmão que tantos vinis e cd`s ouvia em casa, e comecei a ser presença mais constante nas atividades que envolviam as artes de palco. No entanto, foi após as jam sessions com Miguel Sousa e os ensaios com Nuno Barreto que decidi que queria tornar-me profissional, ter uma banda. Depois conheci o Ruben Portinha, que tinha um dueto acústico, e foi a cereja no topo do bolo da minha até então dúvida. Tornou-se concreto, e começamos a cantar no Patria Lusa, em Cascais, com frequência.

TCUP- Five Knives é o teu primeiro single. Esperamos pelo primeiro álbum! Como será este álbum de estreia? O que podemos esperar?
Cherry- Este álbum de estreia é feito de histórias de mulheres. Baseadas em situações reais, transformadas em poema e em música. Por isso, podem esperar identificar-se com o que nele se conta – mesmo que sejam homens, podem pelo menos vir a sentir empatia (risos!), em termos temáticos encontramos sentimentos como o receio,o saudosismo, a entrega, a procura de identidade, o desgosto, o sucesso... musicalmente, remete-nos para ambientes e estados de espírito diferentes. Mas nada como ouvir!




(A música Five Knives foi banda-sonora da novela Beijo do Escorpião da TVI)


TCUP- O que sentes ao cantar, ao pisar um palco, ao escrever música?
Cherry- Ao escrever letras, por enquanto, sinto desafio. Sempre escrevi muito, desde pequena, poesia, prosa... brincar com as palavras de forma criativa sem comprometer a clareza e a acessibilidade da mensagem – o que procuro - é realmente desafiante. Ao pisar um palco, sinto a beleza das relações humanas a acontecer; ainda que discreta, ela pode estar lá. O encanto da comunicação, da linguagem corporal e seus sinais, a arte a fluir (desejavelmente, claro!), faz do palco e do concerto um lugar e uma circunstância mágicos. Situações de união e ligação primitiva a que é complicado fugir. 
Ao cantar... bem, ao cantar sinto-me feliz.

TCUP- Sentes-te a cumprir um sonho?
Cherry- Sim, definitivamente. Gravar um álbum e poder vir a viver da música, viajar e cantar ao vivo, colaborar com outros músicos - ainda que seja só uma hipótese... estar mais perto dela e sentir-lhe o sabor já e, por si, um sonho, um deles!




Obrigada, Cherry!

E um agradecimento especial à Universal Music!


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