ARTFACTS

Aqui é tudo a dobrar. Dois talentos, dois fotógrafos, duas máquinas!
São a primeira dupla a ser entrevistada pelo The Close Up e logo uma dupla fotográfica, o que me deixa imensamente feliz com esta estreia. 
Confesso que foi amor à primeira vista, a Artfacts arrebatou-me por completo no que respeita à fotografia de casamentos. O Arlindo e o Manuel são imbatíveis, juntos trabalham na perfeição e o resultado é mágico. Na verdade, poderia falar deles individualmente porque o trabalho está à vista mas aqui não faz sentido separá-los.
Talento, sensibilidade e criatividade à mistura fazem "destes" Artfacts uns contadores de histórias, colecionadores de memórias e testemunhas de grandes momentos. 
A verdade é que aqui a Arte é um facto comprovado!

(da esquerda para a direita e com as máquinas nas mãos, Arlindo Camacho e Manuel Manso)

TCUP- Como nasce a Artfacts?
Artfacts- Ainda no período de frequência do curso profissional de fotografia (IPF) já fazíamos alguns trabalhos em conjunto,  quer para o próprio curso quer extra curricular, e surgiu a oportunidade de fazermos um casamento a pedido de uns amigos. 
É importante referir que na altura, a área da fotografia de casamentos não nos era muito apelativa, pois não nos identificávamos muito com o estilo conservador existente no mercado. Mas decidimos aceitar o desafio e tentamos empregar o nosso cunho pessoal nesse trabalho. O resultado foi positivo e o feedback ainda mais encorajador, fazendo com que nos decidíssemos a criar um projecto nesta área com intuito de tentar fazer algo diferente.

TCUP- Algum motivo especial para escolherem casamentos como o vosso maior negócio? Ou é um momento que vos atrai como fotógrafos?
Artfacts- Achávamos que o mercado tinha pouca oferta quanto ao estilo de fotografia, e seria uma oportunidade para nos diferenciarmos do que até à altura se fazia, nomeadamente em Portugal. Tendo o nosso trabalho por base uma significativa parte de fotojornalismo e criatividade, identificamos todo um potencial onde poderíamos desenvolver um conceito, e a nós próprios enquanto fotógrafos.
Antes da nossa primeira experiência, não era um “momento” que sobrevalorizássemos ou que nos atraísse demasiado. Talvez por sermos homens, talvez por sermos mais novos... mas era uma área como qualquer outra, que precisa de ser descoberta, experienciada, e maturada. No entanto, desde que fotografamos o primeiro casamento sentimos-nos muito à vontade com o motivo, com os noivos e pessoas presentes, com os rituais, com as acções, com as emoções, e tivemos realmente um gosto enorme em registá-lo. 
Talvez essa tenha sido a altura em que começamos a olhar para este “momento” com outros olhos...


TCUP- Qual é a inspiração e a filosofia da Artfacts? O que a distingue?
Artfacts- A inspiração é a fotografia! Nas mais variadíssimas áreas que trabalhamos e/ou que admiramos, tentando fazer uma simbiose e aplica-la à fotografia de casamentos. 
A nossa filosofia acaba por estar intimamente ligada à nossa inspiração, ou seja, tentamos contar a historia de um dia muito especial na vida de muitas pessoas, em que todas as fases são importantes, retratando cada momento, cada acção, cada emoção com a estética que entendemos imprimir, juntando alguns momentos mais criativos, que entendemos ser um plus para o trabalho final. 
O que distingue a Artfacts... é um pouco subjectivo falarmos em nome próprio mas acreditamos, sobretudo, que temos uma identidade própria! É o resultado da união de 2 fotógrafos da nova geração, com formação e experiência profissional em áreas como fotojornalismo, moda, comunicação, artistas, entre outras, não esquecendo os 6 anos de experiência já adquirida em casamentos e no desenvolvimento e recriação do projecto. 
Talvez por tudo isto, não tenhamos um molde pré-definido, muito menos um modelo standard de acção. Não fotografamos para compor um álbum fotográfico como se de um puzzle se tratasse, que depois do primeiro, é sempre igual.
À parte de uma vertente mais técnica e conceptual, podemos referir que o fazemos com gosto e prazer! Criamos naturalmente proximidade com os noivos, família e amigos, gerando uma empatia, que se traduz num maior à vontade, espontaneidade, e diversão, captadas nas nossas máquinas.

TCUP- Contar uma história. Celebrar um momento. Captar emoções. É desafiante fazê-lo através da fotografia?
Artfacts- Sem dúvida! É o que nos move! É de tal forma desafiante que procuramos sempre recriar-nos e ir além do que fizemos para trás. Sentimos que há uma progressão conceptual no nosso trajecto, e isso reflecte-se no crescente número de seguidores, que esperam sempre uma nova história, diferente das anteriores.


TCUP- Como é trabalhar com o Manuel? E como o descreves como fotógrafo?
Arlindo- Trabalhar com o Manuel é uma experiencia fantástica, pois é uma pessoa muito competente e obstinada, sendo ele o lado racional da Artfacts. É um fotografo atento à composição, ao detalhe, e com sentido estético.

TCUP- Como é trabalhar com o Arlindo? E como o descreves como fotógrafo?
Manuel- Trabalhar com o Arlindo é desafiante, quer por não ter muitas regras, quer pelo seu talento. Para além de ser sempre aliado de uma extrema boa disposição! Considero o Arlindo um artista, com poucas normas “pró-forma” mas com rasgos de genialidade. Talvez pela sua personalidade, talvez pela formação específica e experiência em fotojornalismo, gosta do imprevisto, da espontaneidade e consegue retirar proveito máximo no seu jeito de olhar o mundo.


TCUP- Fotografar é um trabalho ou uma paixão?
Artfacts- Fotografar é uma paixão... que é desenvolvida e se traduz em trabalho.

TCUP- Uma linguagem comum aos dois. Ou duas linguagens que se completam?
Artfacts- Desde cedo identificamos diferenças estéticas nas forma de abordar os assuntos/motivos através da fotografia, mas ambos apreciávamos essas mesmas diferenças, que se complementam. Ao longo destes anos a trabalhar em conjunto, a linguagem foi se unificando, embora persistam algumas diferenças e nós gostamos de as manter.


TCUP- Individualmente, o que vos transmite a fotografia e a arte de fotografar?
Manuel- A fotografia traduz a capacidade de sonhar e de realizar. Tem essa beleza quase poética, mas como em qualquer realização, exige preparação, trabalho, algum talento, e superação!
Arlindo-  É uma sensação libertadora, porque a fotografia não tem limites nem fronteiras!





(Fotografia | Artfacts                            Música | Made to Love, John Legend)


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