Onde te levam as tuas Josefinas?

As ideias ou sonhos são como pégadas. Percorrem um caminho, mais ou menos sinuoso, até se tornarem em projectos. Os projectos podem ou não ter sucesso, serem mais ou menos duradouros mas a verdade é que cada ideia, sonho ou projecto tem uma história. E as histórias devem ser contadas, umas mais o que outras, na realidade.
A história das Josefinas é antiga, daquelas que ganharam pó através dos anos, como se fosse um livro dentro do baú. E não porque o projecto tenha longos anos mas porque a ideia vinha crescendo dentro do imaginário da Filipa. Uma arquiteta que estudou ballet e tem um mestre sapateiro na família.
Made in Portugal, contam novas histórias desde 2013, histórias de quem as leva pelo mundo fora, as Josefinas ganham asas e voam longe. Já com duas coleções online, espalham charme e tornaram-se num produto elegante de alta qualidade.
Eu apaixonei-me não só pelas sabrinas (afinal de contas quem não tem pelo menos umas?), que são talvez o tipo de sapato mais consensual que existe e que nos fazem sempre sentir como umas bailarinas, mas também pela história. 
Chega de palavras, o importante é mesmo ler...



TCUP- Como nascem as Josefinas?
Filipa Júlio- A ideia das Josefinas nasce em Fevereiro de 2012 quando passava algumas noites a pensar na possibilidade de criar uma marca portuguesa de sabrinas. As Josefinas começam a ser vendidas online em Maio de 2013. Nascem do imaginário dado por um avô sapateiro reformado e de uma avó chamada Maria Josefina. Sentia dificuldade em encontrar sabrinas clássicas e confortáveis nas sapatarias que visitava e achei que seria uma boa aposta criar um produto que respondesse a estas premissas.


TCUP- Um nome antigo e com uma história. É também uma homenagem?
FJ- O nome vem da minha avó materna, a Maria Josefina. É uma homenagem ao amor e dedicação.

TCUP- Tens uma paixão por sabrinas? Porquê este género de sapato?
FJ- Fiz 10 anos de ballet clássico e dança contemporânea e talvez o imaginário que rodeia este tipo de sapatos venha daí. Como gosto muito de andar a pé nas cidades e de me sentir confortável, as sabrinas são o tipo de calçado ideal. Para além disso são um clássico e agradam a mulheres de várias idades e diferentes estilos de vida.






TCUP- Porquê arriscar e tornar realidade este sonho?

FJ- Gosto de desafios e de manter a minha mente ocupada a criar. As Josefinas foram mais um projeto que acabou por se tornar numa realidade muito maior do que eu. Neste momento as Josefinas pertencem a uma grande equipa que as faz crescer diariamente.

TCUP- Quanto tempo até “acertares” no primeiro par de Josefinas?
FJ- O trabalho com os mestres sapateiros Jorge e Carlos demorou mais de um ano. Ainda hoje estamos sempre a inovar e a alterar pormenores entre coleções. É um processo evolutivo.

TCUP- Marca portuguesa, produtos portugueses, confecção portuguesa. Foi  sempre esse o teu objectivo?
FJ- Queríamos uma marca nacional. Produzir em Portugal tem uma grande vantagem, há uma proximidade com os sapateiros e com os fornecedores que não seria possível se as Josefinas fossem produzidas noutro local. O que pretendemos é internacionalizar as Josefinas. Vamos esforçar-nos ao máximo para o futuro ser a exportação de sabrinas feitas em Portugal.

TCUP- Quanto tempo e trabalho está por detrás de cada par de sabrinas?
FJ- As Josefinas têm todo um trabalho prévio de pesquisa de cores, texturas e materiais. O trabalho de desenho e sobre as amostras também é essencial. A seguir faz-se a produção que envolve quatro costureiras e cinco sapateiros. É muito difícil definir o tempo de trabalho porque ele resulta da soma de uma série de passos feitos por pessoas que são essenciais para termos um produto de qualidade.

TCUP- Esperavas este sucesso tão grande
FJ- Não esperava que fôssemos tão bem recebidos. Eu sou uma otimista mas os portugueses acarinharam o projeto de uma maneira que nos deixa muito felizes, orgulhosas e com vontade de seguir em frente e continuar a trabalhar.

TCUP- Qual é o segredo das Josefinas?
FJ- As Josefinas são feitas com paixão por uma equipa que acredita no projeto. Talvez seja esse o segredo!

TCUP- Continuas a exercer a tua profissão como arquitecta? Achas que de alguma forma te ajudou neste projecto?
FJ- Neste momento estou de licença de maternidade mas em Fevereiro recomeço o trabalho como arquiteta. Ter uma formação em arquitetura e uma segunda escola no gabinete onde trabalho ajudou em muitos aspetos. A atenção aos pormenores, ao desenho, a noção de proporção e a capacidade de levar um projeto a bom porto são alguns de muitos aspetos que se aprendem e que se melhoram ao longo de alguns anos ligada à arquitetura e tendo o privilégio de ter tido ótimos professores, um arquiteto de quem sou colaboradora e que muito admiro e respeito, e colegas que me apoiaram e que são muito críticos e exigentes.

TCUP- Para este Outono\Inverno, alguma nova Josefina?
FJ- Para este Outono/Inverno temos 7 Josefinas e dois modelos diferentes. Um mais decotado e outro mais subido. São as Lisboa Preto, as Lisboa Vermelho, Amarelo Goa, Azul Açores, Benguela, Luanda e Paris. Estão à venda em www.josefinas.pt e as Josefinas de Primavera/Verão continuam disponíveis no nosso site.
TCUP- O que têm as Josefinas de tão especial?
FJ- As Josefinas são sabrinas feitas com materiais de qualidade, têm um cordão que é ajustável que permite apertar o sapato no caso do pé ser magro ou quando a sabrina alarga depois de um uso intensivo. Têm uma imagem que queríamos que fosse cuidada. As Josefinas foram pensadas para que as mulheres de hoje se sentissem elegantes e confortáveis, são um tipo de sapato que se adapta a várias situações do dia-a-dia, ideais para ir trabalhar, visitar exposições, viajar, brincar com os filhos, sair à noite. São muito polivalentes!
 
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