As entrevistas

As entrevistas foram a primeira motivação para a criação do The Close Up. Queria manter as muitas e bonitas ligações que construí enquanto jornalista, queria escrever e pensei que um blog seria a plataforma ideal. Até o próprio nome The Close Up foi pensado nesse sentido. A minha ideia seria dar a conhecer um outro lado dessa pessoa, num plano mais próximo ou diferente dos demais, já que a maior parte dos meus entrevistados são figuras públicas.
Mas não só, são todos aqueles que me fascinam e interessam. Sejam conhecidos na rua ou não, sejam famosos pelo seu trabalho ou porque são empreendedores e aventuram-se em projectos novos e diferentes.
Já entrevistei actores, apresentadores, jornalistas, bloggers, criadores de pequenas marcas, fundadores de páginas fabulosas no Facebook, fotógrafos, manequins, músicos e Dj`s! Aqui encontro espaço para todos e é isso me que apaixona.
Escolho sem olhar a meios. Escolho alguns porque já os conheço, outros nunca vi na vida mas sinto-me próxima. Admiro o trabalho, a postura na vida, a filosofia que fazem transparecer. E assim vou somando entrevistas atrás de entrevistas. A verdade é que já perdi a conta mas já lá vão perto de 30 só aqui. A juntar às centenas que fiz enquanto jornalista de televisão, já posso encher um quarto de memórias e conversas. Cada pessoa que me recebe de braços abertos (e atenção que as envio todas por email) me acrescenta algo. E sim, estudo, procuro, tento entender os gostos. Quero que gostem daquilo que vão ver, quero realçar aquilo que eu vi e me fez lançar o desafio. 
E posso afirmar orgulhosamente que nunca recebi um não. Que nunca invadi a privacidade de ninguém e que qualquer pergunta mais íntima não tem objectivo nenhum. Apenas o de apresentar um outro lado daquele entrevistado.
As minhas perguntas são todas diferentes, evito repetir entrevistas e ideias. Trabalho muito sob inspiração e tenho momentos de produção em massa e outros que me sai tudo ao lado.  Acima de tudo, espero tocar quem tão simpaticamente me abriu o livro e retirou minutos ou horas do seu dia para se concentrar em mim (não literalmente!).
Espero que esta parte do meu trabalho aqui nunca morra. Espero mais ainda. Quero deixar de enviar emails e pedir fotografias para passar a combinar um chá, um passeio, levar a máquina fotográfica e o gravador e passar a entrevistar olhos nos olhos, cara com cara, ver todas as expressões, captar todas as reacções e depois escrever. Escrever mais e melhor.
Acredito que cada pessoa tem um talento. Para uns é logo visível, para outros não.
Eu não sei desenhar, não sei costurar, pinto mas de brincadeira, escrevo mas não me sinto uma artista. Eu gosto de escutar. Acho que descobri o meu talento. Gosto de escutar pessoas, absorver tudo aquilo que têm para partilhar e depois contar uma história. Sim, gosto de escrever, claro, mas para isso tenho de saber estar ali, a ouvir. 
Fica aqui o meu gigante agradecimento a todos os entrevistados do The Close Up, aqueles que já foram e os que ainda serão. Tenho aprendido muito, conheço hoje mais umas boas dezenas de pessoas fantásticas graças ao trabalho que desenvolvo aqui e sinto-me mais perto de outras tantas porque as conheço um pouco melhor.
A minha dedicação ao The Close Up tem um objectivo maior do que o meu umbigo e sinto-me imensamente feliz por um dia, há quase dois anos, me ter lançado este desafio. Parecia meio perdido há uns meses e agora descubro que é um dos meus maiores projectos profissionais.
Obrigada,
Tatiana

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