Madame... in the house!


A pergunta que automaticamente se impõe é quem é a Madame?
Eu diria, muitas e tantas coisas. Parece vago mas passo a explicar.
Madame é uma agência de comunicação, um conceito original e irreverente, uma nova forma de comunicar a música, uma identidade, alguém glamouroso e requintado que promove e gere talentos, organiza boas festas com boa música, cria conceitos e anima finais de tarde e noites lisboetas.
Mariana Duarte Silva é o rosto e a fundadora deste projecto que já dá cartas no panorama português e não só.


TCU- Quem é a Madame?

M- A Madame é uma agência que trabalha na área da música.  Faz três coisas essencialmente: agencia artistas em Portugal e no Estrangeiro, produz eventos próprios ou em colaboração com clientes, e faz assessoria de comunicação e promoção para eventos de música ou outras artes performativas.

TCU- Como e porque criaste este conceito?
M- Em 2005, depois de já ter trabalhado durante 5 anos na área da música e do marketing, decidi criar uma “identidade” (ainda não a agência) que me ajudasse a promover os meus eventos, que fosse independente do meu trabalho “oficial” como gestora de produto num grupo de media. Foi aí que surgiu o endereço de email da Madame e a partir daí, a história desenrolou-se com cada vez mais trabalho nesta área, mais artistas, mais eventos, mais solicitações. Em 2007 quando decidi ir para Londres, a Madame deu um grande avanço ao começar a organizar festas em Londres e Lisboa, e em 2009 oficializei a Madame Management.




TCU- E em que se distingue?
M- Quando digo que a Madame é uma agência é verdade mas é mais do que isso. A Madame sou eu, e nesse sentido todo o serviço que presto aos meus clientes na agência, é um serviço 100% personalizado e de muita dedicação. Como sou “eu” também tenho a opção, felizmente, de poder dizer que "sim" a todos os projectos que admiro e “não” a muitos com os quais a Madame não se identifica. Nesse sentido, o meu cliente sabe que se estou a trabalhar com ele, estou de alma e coração, todos os dias, a 200%, como se o projecto fosse verdadeiramente meu.
Claro que hoje em dia a Madame (agência) felizmente cresceu e já conta com 3 colaboradores a tempo inteiro e estagiários que vão e vêm. Mas o cunho pessoal em tudo o que faço, que tem a ver com a minha maneira de trabalhar e de ser, penso ser uma vantagem acrescida para os clientes e para todos os que colaboram e trabalham connosco. Essa “marca pessoal” passa por ser uma pessoa que tem uma tendência natural para juntar talentos, para os descobrir e os promover. Sou uma networker natural e tenho um prazer enorme em criar sinergias entre projectos e pessoas, inspiradoras. Juntamente com a minha equipa, conseguimos diferenciar-nos com isso e atingir excelentes resultados.

TCU- Originalidade e versatilidade são as tuas palavras de ordem?
M- Sim mas não só. Originalidade no sentido em que os eventos que organizo, os artistas que represento ou a maneira como comunico tento que sejam os mais originais possível. Versatilidade porque não actuo apenas numa área especifica. Tanto gosto de promover um espetáculo de música electrónica dentro de um clube, como na semana seguinte posso estar uma semana inteira a dar um workshop de música para crianças ou a organizar um jantar apenas para pessoas se conhecerem.
Mas também: responsabilidade, profissionalismo e boa-educação, são palavras de ordem.

TCU- Música é…? 
M- Música é vital.

TCU- Quem são os teus principais artistas? 
M- Stereo Addiction, Heartbreakerz, Twofold & SwitchSt(d)ance, Macacos do Chinês (dj set), The Correspondents (UK).


(Heartbreakerz)

TCU- Lisboa, Londres e Lisboa novamente. Porquê? Quais as maiores diferenças numa e noutra?
M- Comecei em Lisboa em 2001 e só vivi em Londres durante três anos (2007-2010), apesar da minha ligação com Londres desde aí ser praticamente diária, porque desenvolvo um projecto actualmente que existe em Londres e que estou a trazer para cá. O meu sócio neste projecto é inglês.
Há um mar de diferenças entre as duas cidades em termos musicais que não cabem descrever nesta entrevista. Começa pelo facto da música ser um bem essencial às crianças na escola desde pequenas ao facto de ser uma cidade bem maior e por isso ter muitos mais locais e oportunidades para a música e os artistas se desenvolverem. Comparando em termos de “indústria”, e falando na área especifica onde actuamos (música electrónica de dança) em Lisboa e no resto do país, ela praticamente não existe.

TCU- Lisboa é uma cidade musical?
M- Lisboa é também uma cidade “musical” sim, tem as suas características que admiro e que me inspiram de alguma forma. Tem muita variedade e tem talento. Tem influências, tem ginga, tem carisma. 

TCU- Tens 3 grandes projectos. Chez Madame, Descobre a Música que há em ti e o Village Underground Lisboa, inspirado no conceito londrino. Qual o teu objectivo com estes projectos?
M- Estes 3 projectos são um pouco o reflexo daquilo que gostamos de fazer na Madame e nos quais sabemos que somos “bons”. O Chez Madame surgiu da necessidade de juntar no mesmo espaço físico, talentos de várias áreas artísticas que de outra forma se calhar não teriam oportunidade de conhecerem certos jornalistas e pessoas dos media. A ideia é juntar sempre 5 artistas, 5 jornalistas e 5 pessoas de “marcas”. É o nosso lado Networker a trabalhar.

O Descobre é o nosso lado “formação” a trabalhar. Em colaboração com uma psicóloga, Vera Machaz, organizamos semanas de workshop para crianças mas também já o fizemos para adultos e queremos fazer mais ao longo do ano.

O Village Underground Lisboa é um projecto muito ambicioso que tem sido muito falado felizmente na imprensa, mas o qual vou reservar-me um pouco de falar, porque espero muito brevemente poder finalmente anunciar data de abertura. É sem duvida o maior projecto da Madame Management e quando inaugurar mudará Lisboa para sempre. É o nosso lado empreendedor, ao expoente máximo.



TCU- Como vai ser o Verão da Madame?
M- Agitado como o resto do ano. Passa por grandes avanços no Village Underground Lisboa, como disse. Passa por ter os artistas a actuar um pouco por todo o país em festivais e festas mais pequenas e passa por planear o Natal e o ano 2014 (e também vai nascer um novo membro na família nos finais de Junho, o Nuno)!

TCU- Que eventos Madame os lisboetas não podem perder?
M- Lisboa não pode perder dois grandes eventos esta semana: hoje, dia 24 de abril, o “Há Revolta na Glória” um programa de festas que organizei com conjunto com um grupo de profissionais da área do entretenimento e que invade a Av. da Liberdade e a zona da “Glória”, Com concertos, filmes, debates, poesia, fado, "techno", performances interactivas, Vjs e animação de rua. E não pode perder no dia 30 de Abril, uma festa dedicada a Lisboa, no Faktory com Dj Vibe, Gustavo Rodrigues, Twofold, Wictofly Dj, Leote e a dupla Bis Boys Please.


(Cartaz "Há Revolta na Glória", hoje a partir das 19h30)


TCU- Para ti, qual vai ser a música deste Verão? 
M- Já é claramente o "Get Lucky" dos Daft Punk e do Pharell Williams. Já todos a cantam, só espero que não se torne no hino de qualquer clube de futebol ou selecção... porque me iria fartar dela rapidamente!



É com esta que vos deixo!

Fiquem atentos à Madame porque vai, certamente, dar que falar!

E hoje, todos à Glória!

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