Socorro, Sou Mãe!

A Rita transpira maternidade. É doce. É mãe de dois e de muitas reportagens na SIC. E agora de um livro. "Socorro, Sou Mãe" é já um sucesso de vendas. 
E porquê? 
Quantas mães pedem por socorro? 
Como serão os primeiros meses? 
Quantas histórias existem por partilhar?

 
Tudo começa com muita naturalidade. A irmã da Rita estava grávida e "juntei tantos papéis e tantas dicas que acabou por dar um livro. Para além disto, comecei a perceber que nunca na história do país as mães estiveram tão sozinhas e tão afastadas da experiência da maternidade. Há cada vez menos crianças nas famílias, famílias essas que são mais pequenas e vivem mais afastadas, já não existe comunidade e isso faz muitas vezes que gritemos por Socorro!", conta Rita Ferro Alvim.

A verdade é que há menos crianças, menos tempo, mais obstáculos. A Rita acabou por criar o livro que gostaria de ter lido quando esteve grávida. Mas será mesmo assim, gritar por socorro? 
"É, quer dizer, às vezes. O mais difícil foi ser geral e particular ao mesmo tempo porque cada mãe é única e cada caso é um caso. Mas todas gritaram por socorro, nem que seja uma vez. Há mães que nunca pegaram num recém-nascido até nascer o delas. Outras com mais experiência. Mesmo assim isto não quer dizer nada e pode correr tudo melhor à menos experiente do que à com mais experiência. A questão da amamentação é fulcral, quando se quer dar de mamar, claro. Mas há outras que podem ser assustadoras neste primeiro mês como o banho ou o cordão umbilical. É uma também uma altura em que a mãe está muito frágil e cansada e aí começam as dúvidas."





 A Rita é como tantas outras mamãs que, todos os dias, fazem uma ginástica imensa entre a vida pessoal e profissional. O ritmo "casa-trabalho-escolinha-casa-banhos-papas" não deve ser fácil. São sempre super-mulheres!
A Rita ganhou mais um filhote mas o sucesso do livro não deixa margem para dúvidas. 
"É como ver o nosso bebé rir, dar passinhos e bater palminhas pela primeira vez. Sou uma mãe babada deste bebé que agora está tão crescido."

Mas "Socorro, Sou Mãe" não é a história da Rita. É composto por muitos testemunhos.
"O que eu gostava mesmo é que a maternidade fosse pensada com cuidado e respeito. As mães dão sempre o seu melhor mas para isso ser suficiente há que lhes dar condições. Sim, antigamente havia vidas piores, com fome, mulheres a trabalhar no campo e nas fábricas. Mas tinham uma retaguarda que hoje não existe. É impossível, ou é extremamente difícil, sermos tudo. Profissionais, mães, mulheres, donas de casa e sairmos com perfeição de todas as tarefas sem ajuda!"



Ao livro, seguiu-se o blogue! A partilha é agora diária. "Dizem que passei a ter uma voz e a falar por muitas. É uma grande responsabilidade mas acabei por me sentir confortável com o papel. No blog, já criei uma ligação boa entre mães e é onde temos conversas, das mais futéis às mais utéis. Quando publiquei o livro disse que ficava contente se ajudasse nem que fosse só uma mãe. Acho que ultrapassei essa meta, por isso já valeu a pena!"

Acredito que tudo o que é feito com coração vale a pena. A Rita é agora abordada por centenas de mães, com histórias para partilhar, dúvidas, questões por esclarecer. Acredito mesmo na necessidade de "baby talk" quando somos mães. 
Mas não só as mães como os pais. O homem está cada vez mais envolvido na educação dos filhos e é parte activa em tudo.
"Sou muito abordada com questões. Escrever um livro para bebés é um perigo. Acham que sei tudo e eu sou só uma mãe como as outras. Já fui estudar coisas e investigar mais alguns assuntos depois de telefonemas e emails de amigas a pedir ajuda!"




 E histórias caricatas não faltam! A Rita também tem as suas, a dobrar!
"A caminho do hospital, em stress, depois de uma queda da minha filha, com ela aos berros atrás, fui ultrapassada por um condutor de forma muito selvagem. Saíu-me um: Palhaço!!!! A minha filha foi o caminho todo a chorar a querer ver o palhaço!
No fim, ainda me ri com a situação."


Ainda não sou mãe! Falo de cor e apoiada no que vou vivendo, lendo, no que me transmitem amigas e pessoas como a Rita.
Mas há algo de muito sensual numa mãe moderna, bonita, trabalhadora, que faz o jogo do "Mãe, mulher, profissional" com a maior naturalidade e glamour, mesmo que por dentro esteja a morrer de cansaço. Porque por fora, está simplesmente feliz!
Tal como a Rita, como muitas amigas e como todas as leitoras que partilham os seus momentos!

Obrigada, Rita!

(fotografias de Mariana Sabido)

6 comments:

  1. Adorei! Parabéns!
    Maria Moreira

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    1. Bela reportagem Tatiana...o livro da Rita é uma verdadeira "bíblia" para as futuras mamãs! Eu já era mamã quando li o livro...e adorei, identifiquei-me com tanto do que lá é relatado...já aconselhei a todas as grávidas que conheço...e numa próxima gravidez vou lê-lo outras tantas vezes.

      Aproveito para recomendar a visita a um blogue de uma mãe de 3 meninas...que mostra o seu dia-a-dia...e é a prova viva que as mamãs continuam a ser mulheres, com estilo e tempo para si próprias...visitem vão gostar:

      www.omundodetina.blogspot.pt

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  2. Luv it, luv it, Luv ii!!! Daqui a uns tempos, se Deus quiser, vou ter que ligar à Rita! Parabéns Mi! Boa entrevista e textos muito bem escritos!

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  3. Obrigada!!!! Obrigada pelos elogias, pelo apoio e pelas visitas ao blogue! Prometo tentar sempre surpreender! Fiquem desse lado!
    A Rita tem mais uma história digna de um plano aproximado! :))))

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  4. Uow. super mulher =)

    http://maniac4moda.blogspot.pt/

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  5. Adorei este post e as palavras da Rita. Identifico-me com as opiniões que ela expressou, também eu sou mãe e revejo-me no que ela diz.

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