Um PARAÍSO na Rua Dom Pedro V

Escrever sobre joalharias em Lisboa e não mencionar a Dom Pedro V é como escrever sobre uma cidade e não mencionar um dos seus principais monumentos. Situada numa das mais bonitas e conhecidas zonas histórias, no Príncipe Real, abriu portas há quase vinte anos. E o que torna a Dom Pedro V verdadeiramente especial é que não é uma joalharia convencional.
Não tem veludos, não é fechada nem escura. Tem mármore, aço, vidro e madeira. 





Destino ou não, a verdade é que há coisas que não acontecem por acaso. Assim foi com Carlos de Pádua quando começou a trabalhar com jóias. Pouco ou nada sabia, teve de aprender e desta aprendizagem nasceu uma paixão. A Dom Pedro V é o projecto que junta a paixão e o conhecimento.
"É um espaço onde se misturam peças antigas, desde o Sec XVIII até às vintage, onde os anos 70 e 80 já tem representação. Depois as jóias novas , sempre com algum design, algumas mais arrojadas mas nunca deixando de ter um classissismo, pois isso torna-as intemporais", é o que me conta Carlos ao mesmo tempo que me vai mostrando algumas peças.
A Dom Pedro V é uma joalharia intemporal, sem representação de marcas, onde se dá destaque a peças assinadas, aos pormenores e à precisão do desenho. À medida que vamos falando sinto que estou a assistir a uma aula de história e como, realmente, uma boa jóia nunca engana. Afinal o brilho não é o mais importante.


(Carlos de Pádua na mesa onde costuma receber os seus clientes)

Aqui uma jóia é praticamente exclusiva porque a óptica do negócio é diferente de uma joalharia normal onde se representam algumas marcas. O bom gosto salta à vista, não basta chegar e comprar, há todo um namoro da peça, que começa na análise da mesma até aos conselhos de como a usar. Sim, porque é preciso saber usar uma jóia, dependendo do tamanho, do design e da ocasião.

(Esta gargantilha e diadema de coral pertenceram à Sissi da Austria)

(Anel Tiffany de 1910)


Uma jóia tem sempre uma história, seja de época ou não. Não há dúvida que as jóias que dormem na Dom Pedro V têm muita história, quem sabe até alguns segredos guardados.
E não há como não ficar fascinado. Seja mais antiga ou contemporânea, de diamantes, safiras, rubis ou esmeraldas, uma jóia é sempre um pedaço de arte que carregamos connosco. E quando se acerta na escolha nem precisamos de mais nada. 


(Peça de Virgílio Seco, um dos mais conhecidos joalheiros portugueses)





(Fotografias by The Close Up)

Vale a pena passear pelo Príncipe Real, visitar a Dom Pedro V, sentir a loja, conversar com o Carlos, que sabe de cor cada pormenor de cada peça e, estar por algumas horas rodeado de tanta beleza. 



6 comments:

  1. Muito bem. Escrita curta com todo o essencial e muito bem documentada por fotos.
    Parabéns ao Carlos de Pádua (que está lindíssimo na foto) e parabéns à jornalista. Gostei

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    1. Bem...caro anónima/o. muito obrigado, e concordo consigo, escrita curta e precisa com todo oessencial, fotos especias para o género/joalharia.Carlos de Pádua

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    2. Adorei a Matéria!

      Realmente o bom gosto salta aos olhos! Em todos os sentidos!

      Parabéns a Tatiana, ao Carlos e a D. Pedro V.

      Andrea Teixeira

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  2. Obrigada Andrea! É realmente uma loja muito especial!

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  3. Querido amigo e sobrinha,
    Muitos parabéns pelo conteúdos.
    De facto, é de visitar e revisitar, principal e especialmente pelas jóias antigas. Adorei o Tyffany...
    PS: A propósito, também estás muito bem parecido.

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  4. Great article! Muitos parabéns!!!

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